9.22.2017
O TRÁFICO DE CARNE HUMANA
Depois de haver sido a terra do pau-de-tinta," O Brasil era o açúcar e o açúcar era o negro", afirma documentado historiador de nossos dias (1). Está de acordo com o velho cronista Antonil que assegura serem os escravos pés e mãos dos senhores de engenho (2). É a mesma opinião que se encontra no "Breve discurso sobre o estado das quatro capitanias conquistadas": sem escravos,os engenhos, não podiam moer. Monocultura latifundiária, a da cana de açúcar, exigia enorme massa de escravos (3). Florescia, pois, o comércio de carne humana à medida que prosperava a indústria açucareira, o suor do negro cimentava a riqueza do segundo ciclo da colonização. Ligados, o comércio de escravos e a produção do açúcar, acabariam caracterizando toda a economia ultramarina (4).
A escravização do índio, tupi ou gé, realizada a princípio brutalmente; depois, legalizada pelas famosas cartas-régias, pelos alvarás e provisões das guerras de corso e pelas condenações ao cativeiro (5), não satisfez as exigências de mão-de-obra para o plantio ,e moagem da cana.
0 índio furtava-se pela fuga, pela resistência, pela selvatiqueza e pela própria morte ao trabalho braçal, ao papel forçado de 'coolie' a que o colonizador o queria submeter. Era inadaptável e indomável. Morria aos montões, declara o padre Antonio Vieira. E sua captura custava mais desperdício de gente e de esforços do que a abstenção e transporte dos negros da África (6).
Demais, o catequizador, alçando a cruz, defendia o indígena e o aldeava. Por isso, segundo Gilberto Freyre, os jesuítas eram "inimigos, terríveis dos senhores de engenho (7)". A luta entre padres e escravizadores foi longa e áspera. Começou em Piratininga com o judeu 'cohen' João Ramalho e terminou, infelizmente, com a vitória dos escravizadores. Foi mais acesa em São Paulo, porque ali o sítio "oferecia melhor acolhida à imigração judia (8)". No Norte, os senhores de engenho viviam endividados (9), presos à usura judaica. 0 judaísmo os manobrava e forçava a lançar mão do operário africano, que os negreiros, também enfeudados a Israel, iam buscar do outro lado do Oceano Atlântico.
Assim, desde os albores do ciclo do açúcar, começou o emprego da mão-de-obra negra. 0 horror à atividade manual e a instituição do trabalho escravo, ambos caracterizadores das colonizações peninsulares, tiveram como primeiros impulsionadores os judeus de Portugal (10).
A metrópole estava sob o domínio judaico, que se e xercia através de uma rede de créditos, do giro de fundos, das alianças de sangue, do exercício dos cargos técnicos, da usura, da agiotagem, da corrupção, da própria influência dos médicos, na quase totalidade hebreus, no seio das famílias, influência que contrastava até a dos capelões, curas e confessores (11). Ali, desde o recuado tempo das monarquias visigóticas, os judeus haviam se especializado no comércio de escravos (12). 0 que estava de pleno acordo com código judaico 'Choschen Hamischpot", em 227,26: "É permitido explorar um não-judeu, porque está escrito que não é permitido explorar seu irmão (13)”. Como negar ainda a intromissão judaica no tráfico de carne humana, quando um judeu de nota declara textualmente que: "não há exagero em afirmar que não há quase fato histórico de importância nos quatrocentos anos de vida nacional, no qual não tenham influído ou colaborado, às vezes proeminentemente, elementos de raça hebraica (14)". Ora, que fato de maior importância histórica para nós do que a escravidão? 0 comércio de escravos é tão fundamentalmente semita que sempre foi denominado "tráfico fenício".
Visando os lucros fáceis do comércio de escravaria, por si e pelos seus prepostos, a judiaria de Espanha e Portugal se entregou ao tráfico. Toda a Europa, depois seguiu o horrível exemplo (13). 0 açúcar exigia braços negros para enriquecer o judaísmo sem entranhas, que manobrava a sua produção e seu comércio, tanto nas praças da metrópole lusitana como nas bolsas das cidades flamengas.
Os judeus portugueses, na auase totalidade, possuíam cabedais nas companhias mercantis dos Países-Baixos (16). Uma simbiose de interesses e finalidades unia as sinagogas de Lisboa e do Porto às de Roterdam, Amsterdam, e Antuérpia. As Flandres protestantes e revés à casa de Áustria eram o refúgio natural do ouro judaico e das pessoas judaicas, as quais tinham suspenso sobre a cabeça, continuamente, na Península, o gládio vingador do Santo Ofício. Há uma correspondência constante entre o judaísmo que age no Mar do Norte e o judaísmo que age no estuário do Tejo.
Dentro da história dos tempos coloniais, é impossível tratar de um sem ter o outro em conta. Ambos se articulam no sentido vingativo de destruir a riqueza, de abster o prestígio e de minar a força dos reis católicos. Um dia, quando as circunstâncias se mostrarem favoráveis, com as armas dos mercenários holandeses, os judeus se lançarão sobre a presa cobiçada. Amsterdam, declara o escritor judeu E. Eberlin, era uma Nova Jerusalém, onde se haviam acolhido os israelitas expulsos da Espanha em 1492, de Portugal em 1497 e 1498, de Nápoles em 1519, de Gênova e Veneza em 1550 (17). A sua sinagoga chamava-se Casa de Jacob e foi célebre.
0 negócio de escravos se torna "o mais lucrativo e amplo da terra" (18). Régulos e sobas de Dahomey, de Angola, da Serra Leoa, do Congo e da Guiné vendiam os prisioneiros capturados em suas 'razzias' bestiais ou os próprios compatriotas condenados, por certos crimes, a escravidão. Vendiam-nos por búzios que serviam de moeda, por fumo em corda, por um galão de aguardente. Três rolos de fumo bastavam para pagar um negro forçudo. Com essa massa negra se atulhavam os infectos porões dos horrendos navios negreiros. E cada escravo custava no Brasil, nos pri meiros tempos, 150 a 200 mil réis.
Na segunda metade do século XVI, começou o infame negócio, que durou três séculos. Trouxeram negros da Guiné, do Congo, de Angola, do Senegal, do Sudão, da Hotentócia e de Moçambique. 0 grande entreposto era a baía de Cabinda (19). De 1575 a 1591, somente de Angola vieram 52.053, favorecidos por uma redução de direitos (20). Barbinnais calcula as entradas de 7 escravos em 15 mil anualmente(21).
Segundo o alvará de D. João III, de 29 de março de 1549, cada senhor de engenho "montado e em estado de funcionar" podia receber 120 negros da Guiné e São Tomé (221 Para mostrar a quantidade de negros introduzida no Brasi] basta dizer que a população total do país em 1798, era computada em 3.250.000 habitantes, sendo escravos 1.361.0007 em 1818, em 3.817.000, sendo escravos 1.728.000!
0 comércio judaico de carne africana corre parelho com o comércio judaico do açúcar. Pero de Magalhães Gandavo calcula, no seu tempo, a produção açucareira anual de 6 a 10 mil arrobas (23). No século XVII, o mascavo valia 20 shillings a arroba (24). Um negócio da China, obtido pelo braço negro com a direção e iniciativa do reinol ou do ilhéu agrícola, que encheu de ouro a judiaria luso-flamenga!
Desde que o judeuzinho de Goa, o inconstante e ladino Gaspar da Gama, desceu no primeiro bote da armada de Cabral em Porto Seguro e "foi, talvez, o primeiro a desembarcar (25)", reconhecendo a nossa terra antes de todos e com certeza, verificando a existência do lenho que os naturais chamavam ibirapitanga, o pau-vermelho, já encontrado pelos castelhanos nas suas conquistas (26); desde o alvorecer do Brasil, o judaísmo o explorava. Primeiramente, tomou conta da indústria extrativa do pau-de-tinta; depois dominou a do acúcar e o negócio de escravos, do qual ela dependia. Com este, além de se engorgitar de ouro, ainda conseguiu a formação de uma sociedade fácil de ser dominada através da depravação social que fatalmente decorre da passividade da escravidão. Quantos proveitos num saco?
Na sua ânsia de tirar desforra dos reinos católicos da Península, onde eram, de certa maneira vigiados e, uma vez por outra, perseguidos, os judeus procuraram firmar- se bem nos países protestantes do Norte e, com suas armadas e soldados, desferir golpes mortais no poderio colonial peninsular. As rivalidades entre Inglaterra e Castela, Holanda e Portugal, foram criadas, desenvolvidas e exploradas pelo judaísmo.
Enquistados, primeiramente, nos Países-Baixos, procuraram, depois, penetrar na Inglaterra, de onde outrora haviam sido expulsos por exigência dos povos cansados de suas traficâncias. Haviam participado da revolução de Cromwell por portas travessas, como sempre, tirando a sardinha com a mão do gato. Aliás, na opinião de grande publicista judeu, foi o espírito judaico que triunfou com o protestantismo (27). nas colônias judaicas, de Hamburgo e da Holanda, compostas de "marranos escapos à Inquisição espanhola", como escreve Bernard Lazare, acharam meios de se entenderem com o governo do Protetor, a fim de poderem os judeus voltarem à Inglaterra, de onde há séculos, tinham sido banidos (28).
Encontraram facilidades no caminho. Em primeiro lugar, existiam "incontestáveis afinidades" entre o espírito mercantil do judeu e o espírito positivo do inglês, "cujo caráter, diz Emerson, pode ser reduzido a um dualismo irredutível, que fez desse povo o mais sonhador e o mais prático do mundo, o que igualmente se pode dizer dos judeus (29)". Depois, que é o puritanismo, no apogeu do poder de Cromwell? Sombart diz que é o mesmo que o judaísmo (30). Macaulay considera os puritanos judaizantes fanáticos que se encerravam nas doutrinas e práticas do Antigo Testamento, única fonte, para eles, da vida religiosa, civil e política (31). Taine sente neles o farizaismo estreito (32), embora lhes reconheça a grave e rude energia, semi-bárbara dos nórdicos. Aliado ao judaísmo, o puritanismo setentrional, na opinião de Vermeil, construira o mundo moderno. No seu pensamento dogmático, os bens materiais são um dom de Deus e é a própria religião que inspira e encoraja o espírito empreendedor aventureiro (33) E, afinal, Cromwell ia se tornar o protetor dos judeus e do judaísmo na Inglaterra.
"Nenhum homem no mundo, entre os não-judeus, estava, mais imbuído de judaísmo do que Cromwell; nenhum terá, talvez, contribuído mais para a judaização da civilização moderna no mundo inteiro. Cromwell é o profeta no sentido hebraico da palavra, o profeta que nao hesita em se pôr à testa dos descontentes e a dirigir a revolução, buscando suas inspirações e justificações na Bíblia, profundamente, convencido de ser o eleito de Deus, 0 instrumento da Divina Providência (34)".
0 maior instrumento de aproximação entre os judeus holandeses e hamburgueses, quase todos de origem lusa, o Cromwell foi o célebre Manassé-ben-Israel, que se serviu, dos bons ofícios do cristão Edward Nicolas. Os sentimentos nacionais eram vivamente contrários à entrada dos judeus no país, apesar do puritanismo das hostes do Protetor e das inclinações pessoais deste. 0 parlamento opôs-se. Depois de dissolvido, Manassé voltou a insistir. Enfim, os judeus ’’fixados à margem do rio Tâmisa, tinham amigos, parentes e espiões em todas as comunidades (Kahals) do continente. Demais, havia-os nas colônias e por toda parte. Por meio dessas mil inteligências, toda a diáspora estava a serviço de Cromwell. E, sobretudo, dispunha do poder do ouro (35)".
Outro judeu que muito serviu nas negociações para a entrada dos israelitas na Inglaterra foi aquele circuncidado natural da terra portuguesa de nome Manuel Martins Dormido, que emigrara para as Flandres e lá passara a chamar-se David Abravanel. Ele "fez penetrar no convencimento de Cromwell as vantagens em aceitar os judeus naquele país, dando-lhes todas as liberdades de culto... 0 judeu errante achou acolhimento na Grã-Bretanha. E é hoje a Sinagoga de Londres que exerce hegemonia em todo o mundo sobre o povo de Israel (36)". Seu descendente, Salomão Dormido, foi o primeiro corretor da Bolsa de Londres.
0 ouro judaico, obtido em maior parte nos comércios, e indústrias resultantes dos descobrimentos e conquistas dos peninsulares, mudava de pouso ao sabor dos interesses da gente sem pátria, criando e desfazendo hegemonias. 0 século XVII é o grande século do comércio negreiro. Os judeus vãò exercê-lo manobrando habilmente por trás do governo inglês conquistado desde Cromwell, de cujas boas graças dispusera à vontade o riquíssimo Antônio Fernandes Carvalhal, o Rotschild da época. Em 1560, escreve Gina Lombroso, de raça judaica, baseando-se em fontes inglesas, a Inglaterra toma à Espanha "o comércio que mais lucros lhe iria dar", o dos escravos (37)! "Os navios ingleses sao os navios negreiros por excelência e enxameiam a receber a carga infame nas abras e enseadas da costa da Guiné. A moeda inglesa guinéu guarda a memória do tráfico de carne preta (38). 0 governo britânico recompensa com títulos nobiliárquicos os grandes negreiros. João Hawkins, por exemplo, é elevado a baronete pelo impulso dado ao comércio de escravos (39).
Os cuidados da judiaria inglesa, alarpadada à sombra do governo real, pelo vil e rendoso negócio, se manifestam a cada passo, durante séculos, nos tratados diplomáticos.
Pelo tratado de Utrecht, em 1713, a Inglaterra conse gue o monopólio do comércio de escravos por trinta anos.
Pelo tratado de Paris, seguido da Paz de Quebec, em 1763, a Inglaterra obtém o direito de ancorar navios em Porto Franco e Porto Belo, nas Antilhas, bases de contrabando e do "monopólio do tráfico para América do Sul (40)". Em 1799, o ministro Canning declara, sem pejo, ao parlamento, com todas as letras, que efetivamente, a Grã-Bretanha "exercia o monopólio do tráfico". Mais tarde, a confissão de Benjamin Disraeli, primeiro ministro, nos daria conhecer que não era a Inglaterra, mas os judeus governando-a e servindo-se dela...
No século XIX, mal o Brasil se tornou independente de Portugal, a Inglaterra esqueceu que havia exercido o infamante monopólio do comércio de carne humana, que o havia advogado e defendido com unhas e dentes, que o havia consagrado nos tratados internacionais e nas discussões do parlamento, e começou a fazer da sua supressão, em nome da humanidade,"uma questão de honra". Contra o Brasil fraco, desarmado, ameaçou até empregar a força (41). É que ao judaísmo do 'Kahal' londrino, dominador do mundo, não convinha desenvolvesse na América do Sul um grande império, sendo necessário, para entravar-lhe o progresso desde logo, diminuir-lhe a mão-de-obra e desmantelar-lhe a economia.
Nos bons tempos do século XVII, a Inglaterra nao fora tão humanitária. 0 judaísmo anglo-holandês enchia-se com o ouro do açúcar produzido pelo suor do escravo e com o ouro do preço do escravo. 0 açúcar vinha de Pernambuco. 0 negro que o produzia vinha de Angola. Um e outro lado do Atlântico tropical davam o mesmo resultado: ouro! Não seria melhor, ao invés de continuar ganhando como intermediário e fornecedor de mão-de-obra, tornar-se o dono incontestado das duas fontes de riqueza? Os ganhos se multiplicariam. A esse pensamento, a cobiça do judaísmo se alvoroçou. Os estados-maiores das sinagogas estudaram a questão e, ajudados da política européia em que influíam, lançando protestantes contra católicos e vice-versa, decidiram o golpe.
A conquista do Nordeste brasileiro e de Angola e Luanda pela Companhia das índias Ocidentais revela um plano judaico de grande envergadura. A documentação histórica mostra-o na sua limpidez. 0 conde de Nassau, fidalgo alemão a serviço do 'Kahal', quando toma o lugar de preposto ou procônsul da colônia judaica de Pernambuco, traz com escopo principal, tornar o Recife "o centro distribuidor da escravaria (42)".
Logo em 1640 ou 41, uma expedição mandada do Brasil holandês se apoderava de São Paulo de Luanda (43). Então, o tal centro distribuidor de escravos pode funcionar do seguinte modo: as urcas holandesas saíam dos portos da Zelândia ou do Texel em demanda da África, enchiam os infectos porões de escravos e vinham de rota batida para Pernambuco, de onde voltavam à Holanda, carregadas de açúcar (44). Cada viagem redonda, ida e volta, era, assim, admiravelmente aproveitada para os lucros judaicos. 0 negócio de escravos rendia por ano aos judeus holandeses a respeitável soma de 6 milhões de florins (45)!
Em 1703, o tráfico judaico de escravos para o Brasil era de tal importância que, entre a Bahia e a África, reto mada aos holandeses, mais de 200 brigues ou bergantins ne le eram empregados (46).
Notas:
(1) Gilberto Freyre, "Casa Grande e Senzala", 23 ed Schimidt, Rio, 1936, pág. 196.
(2) André João Antonil. "Cultura da Opulência do Brasil por sua drogas e minas", ed. Taunay, S. Paulo-Rio 1923.
(3) Gilberto Freyre, op. cit. prefácio, pag. XII.
(4) Pedro Calmon, "História da Civilização Brasileira", pag. 29.
(5) Gustavo Barroso, "Idéias e Palavras", Rio, 1917 cap. Cartas Régias Alvarás e Provissões D. Domingos do Loreto Couto, "Desagravos do Brasil e Glórias de Pernambuco", ed. da Biblioteca Nacional, Rio, 1904 pág. 69.
(6) João Lúcio de Azevedo, "Os jesuítas no Grão-Pará".
(7) Op. cit. prefácio, pag. XVIII, e pág. 135. No seu livro "0 templo Maçónico", o maçon Dario Veloso tem a desfaçatez de dizer que eram os jesuítas que escravizavam os índios...
(8) Paulo Prado, "Paulística".
(9) Gilberto Freyre, op. cit. pág. 39.
(10) Idem, Idem pág. 165.
(11) Varnhagen, "História Geral do Brasil".
(12) Chamberlain, "Die Grundlagen des neuenzehnten iabrhunderts".
(13) Werner Somfaart, "Le Bourgeois", pág. 323.
(14) Dr. Isaque Izecksom. "A contribuição judaica na formação da nacionalidade brasileira" in "Almanaque Israelita do Brasil", ed. Samuel Weiner, Rio 1935.
(15) A. Cochin, "L'abolition de l'esclavege", Paris, 1851, vol. II pág 281
(16) João Lúcio de Azevedo, "História dos CTistãos- novos portugueses, pág 183 e 186.
(17) E. Eberlin. "Les juifs d' aujourd'hui”, ed. Rieder, Paris, 1932, pág. 36.
(18) Pedro Calmon, op. cit. pág. 26. Os judeus não Podiam deixar de lado negócio tão amplo e lucrativo. E não o deixaram. Leiam-se estes trechos de um Memorial de 1602 citado de Mário Sáa, "A invasão dos judeus", pág. 75: "Haverão os da 'maçam' (os judeus) mais o contrato dos negros da Guiné... feitores cristãos-novos que têm Arrendado o comércio da província da Guiné, Santo Dominar Rio Grande; e estão por senhores destas partes, aonde contratam com os negros, e haverá nestes dois pontos e terra, de gente perto de mil vizinhos que resgatam negros para mandarem às Antilhas.."
(19) Visconde de Paiva Manso. "História do Congo", Lisboa, 1877, pág.-84.
(20) Idem, págs. 84 e 140.
(21) "Nouveau voyage autor du monde", Paris, 1728, págs. 111 e 181.
(22) Perdigão Malheiros. "A escravidão no Brasil", tomo III, págs. 6-7.
(23) "História da Província de Santa Cruz", Rio, 1924.
(24) William Dampier, "Voyage aux Terres Australes, a la Nouvelle Hollande, etc., en 1699", Amsterdam, 1705.
(25) Dr. Izaque Izeckson, loc. cit. pág. 4.
(26) Varnhagen, "História Geral do Brasil", vol. I pág. 21. Os orientais chamavam ao Brasil sapang segundo diz Marco Polo, V. na ed. Yule.
27) Bernard Lazare, "L'Antisémitisme", ed. Crés, Paris, tomo I, pàg. 225.
(28) Idem, idem pég, 240.
(29) Idem, idem, idem.
(30) "Le Bourgeois", cap. XI e v.I, pag. 292-295.
(31) Lord Macaulay, "Histoire D’Angleterre depuis l'avènement de Jacques II", trad. Montégut, cap. I.
(32) "Histoire de la littérature anglaise“, tomo II, pag. 7.
(33) E. Vermeil, "Etudes sur la Reforme", pag. 907.
(34) Georges Batault, "Le problème juif", ed. Nout- rit Paris, pag. 189.
(35) L. Hennebicg. "Genèse de I'impérialisme anglais", Paris, 1913, pag. 118.
(36) Mario Sáa, ''A invasão dos, judeus", 1935 pag. 47.
(37) Gina Lombroso , "La rançon du machinisme", ed Pavot, Paris, 1931, pag. 136. A respeito do judeu luso Antonio Fernandes Carvalhal, o Rotschíld do tempo de Cromwell, citado um pouco, antes, V. João Lúcio de Azevedo, "História dos cristãos-novos portugueses", pág. 422. Em 1696, Carlos II de ‘Espanha assinou contrato com a companhia judaico-portuguesa da Guiné para o fornecimento de escravos à América Espanhola, o qual foi rompido em 1701 por abusos. Os armadores judaico-franceses organizaram a Compagnie Royale de Guiné e contrataram o tráfico com a Espanha. 0 testa-de-ferro dos judeus era Bubàsse, governador de S. Domingos. Deviam fornecer 4.800 peças por ano. Adiantaram ao Tesouro 200 mil escudos para fornecer mais 800. Em 1712, o negócio Foi feito com o próprio Governo Britânico. Como, depois, a Espanha o não quisesse renovar, diz o "Grande Dicionário Universal do Século XX", a Inglaterra acendeu a guerra na Europa, abrigando Portugal a entrar nela contra a Espanha, a fim de prejudicar o tráfico franco-espanhol. Cf. Taunay "Na Bahia Colonial", págs. 321-322.
(38) Cf. Cunningham, "The growth of english industry and commerce in modern times", Cambridge University Press, pág 25. Sobre o comércio de escravos exercido pela Grã-Bretanha é conveniente ler o cap. I da obra de Anton Zishka, "Der Kampf mundie Welmacht Baumwoll". Os ingleses chegaram a organizar fazendas de reprodução de es cravos na Virgínia, verdadeiros haras de negros! De 1680 a 1700, em vinte anos, tiraram da Africa 300 mil pretos nos três primeiros decênios do século XVIII, 150 mil. Dizia-se que "Liverpool era calçada com crânios de negros". Era o monopólio da força motriz, então muscular.
(39) Nina Rodrigues, "Os africanos no Brasil", pág. 13.
(40) Gina Lombroso, op. cit. pág. 163.
(41) Armitage, "História do Brasil", págs. 189-191. Todas as misérias, infâmias e violências praticadas peio governo judaico da Inglaterra em matéria de tráfico negreiro, que ela explorava, se encontram descritas no Panfleto "A liberdade dos mares ou o governo inglês descoberto", traduzido livremente do espanhol, sem nome de autor, tipografia Miranda e Carneiro, Rio, 1833.
(42) Hermann watjen, "das Iudentum und die Aufgang dor moderne Kolonisation", apud "Der Holländische Kolonisation in Brasilien", Gotha, 1921.
(43) Barlaeus, "Res Gestae".
(44) Dapper, "Description de l'Afrique”, pags. 370- 371; David B. Warden, "Histoire de l'Empire du Brésil", Paris, 1832, pag^ 425. Cf. Constância, "História do Brasil", decalcada da de Warden.
(45) Warden, pp. cit. loc. cit. Para se ter uma idéia da maneira por que eram transportados os infelizes negros,, basta ler o horrível encontro do negreiro "Veloz" pela fragata inglesa "Polar Star" em Walsh, "Voyage au Brésil" in "Histoire Universelle des Voyages", de Albert Montémont, ed. Armand Aubrie, Paris, s. d. A necessidade de resumir os assuntos obriga-nos a esta simples indicação.
Ainda hoje o judeu continua a comerciar em escravos. Não são mais os pobres negros africanos; mas são moças brancas, na grande maioria de sua própria raça, prostituídas e exploradas por caftens, sempre judeus, agrupados em associações secretas internacionais, entre os quais as mais célebres são a "Ziwi Migdal" e o "Askena- zum". Para se conhecerem os horrores de comércio de escravas brancas, basta ler o documentado e Irrespondível livro de Julio Alsogaray, "La prostitution en Argentine", ed. de Denoel et Steele, Paris.
(46) Taunay, "Na Bahia Colonial", pag. 327.
Texto de Gustavo Barroso em "História Secreta do Brasil", Vol. 1, 1ª reedição, 1990, Revisão Editora Ltda, Porto Alegre, excertos pp. 54-64. Digitalizado, adaptado e ilustrado para ser postado por Leopoldo Costa. (o livro foi publicado originalmente em 1936)

No comments:
Post a Comment
Thanks for your comments...