Anos antes, D. Amélia vinha padecendo de fortes dores no peito, que sua biógrafa, Cláudia Thomé Witte (2023), acredita que se tratava de angina, que provoca falta de oxigênio no coração. A imperatriz também tinha escoliose, razão pela qual sofria com problemas na coluna. Todavia, apesar do semblante de tristeza, é possível dizer que aquela outrora linda monarca ainda conservava o porte de seus primeiros tempos, como podemos observar na fotografia em destaque.
Como não tinha herdeiros vivos, D. Amélia modificou seu testamento, deixando todas as suas joias para a irmã, a rainha da Suécia e da Noruega, Joséphine. Entre as peças, a magnífica Tiara de Bragança, que ela havia ganhado de D. Pedro I como presente de casamento. Uma de suas últimas alegrias foi reencontrar o enteado, D. Pedro II, alguns meses antes, quando o imperador estava em visita a Portugal com sua esposa, D. Teresa Cristina, em 1871. Naquela ocasião, o imperador havia constatado como a passagem dos anos havia pesado precocemente em sua madrasta, que parecia bem mais velha para sua idade.
Após a sua morte, o corpo de D. Amélia foi embalsamado e seu caixão hermeticamente fechado. Isso permitiu que seus remanescentes humanos ficassem incrivelmente conservados, conforme se constatou na autópsia do cadáver, feita em 2012. Conforme seu último desejo, o corpo da imperatriz-viúva foi sepultado originalmente no Panteão dos Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, ao lado de seu marido e da filha. Em 1982, porém, seus restos mortais foram transladados para a cripta Imperial, localizada no interior do Monumento ao Centenário da Independência, no bairro do Ipiranga (SP). Ali, ela se reuniu a D. Pedro I mais uma vez.
Texto de Renato Drummond Tapioca Neto publicado no site "Quora". Editado por Leopoldo Costa
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