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| Papa Pio XII em 1961 |
O QUE DIZ A CARTA?
Em 14 de dezembro de 1942,
Lothar König — um jesuíta alemão da resistência antinazista — escreve ao
secretário de Pio XII, o também alemão Robert Leiber, mencionando:
- A existência do crematório da SS no campo de concentração de Belzec,
localizado na Polônia, na época;
- Que "até 6000 mil homens morrem todos os dias, especialmente poloneses e
judeus" em Belzec;
- Também menciona a existência de Auschwitz e Dachau;
- Além de indicar que esta não era a única correspondência entre o jesuíta
alemão e o Vaticano.
POR QUE ISSO É TÃO IMPORTANTE?
Muito se discute sobre a atuação
de Pio XII diante do Holocausto. Quem encontrou a carta entre os registros
armazenados aleatoriamente na Secretaria de Estado do Vaticano foi o arquivista
Giovanni Coco. Se antes era possível dizer que o mundo não sabia o que
realmente acontecia dentro dos campos de concentração nazistas, o documento de
1942 comprova que a Igreja Católica alemã se comunicou oficialmente com o
Vaticano, informando que aquilo que foi chamado de campo de trabalho era, na
verdade, um local de extermínio sistemático de judeus e outros grupos
perseguidos pelo regime nazista. “É um caso único, tem um valor enorme”, disse
o arquivista em entrevista ao jornal italiano Corriere Della Sera.
Texto de Patrick François Jarwowky publica no site "Quora" . Editado por Leopoldo Costa

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